O diagnóstico de testosterona baixa (hipogonadismo) exige a combinação de sintomas (fadiga, queda de libido, disfunção erétil, perda de massa muscular) com dosagem laboratorial confirmada em pelo menos duas medidas matinais. Níveis levemente baixos sem sintomas não definem, por si só, a necessidade de tratamento.
Ashwagandha: sinal favorável em metanálise recente
Uma metanálise de 2026 com 23 ensaios randomizados e 1.706 participantes avaliou o efeito da ashwagandha (Withania somnifera) sobre parâmetros hormonais. Em homens, houve aumento significativo da testosterona (57,43 ng/dL em média), efeito não observado em mulheres. A ashwagandha também reduziu cortisol de forma significativa, sugerindo um mecanismo relacionado ao eixo do estresse.
Vitamina D: popular, mas sem efeito demonstrado
Uma metanálise de 2026 com 11 comparações extraídas de ensaios randomizados não encontrou efeito claro da suplementação de vitamina D sobre a testosterona total em homens adultos (diferença média de 0,47 nmol/L, intervalo de confiança cruzando zero). Também não houve efeito sobre outros marcadores de biodisponibilidade androgênica. A certeza da evidência foi classificada como baixa a muito baixa.
Zinco: dados limitados e sem efeito claro
Um estudo que avaliou suplementação combinada de folato e zinco em homens subférteis não encontrou diferença significativa nos níveis de testosterona sérica comparado a placebo. Isso não exclui benefício em homens com deficiência de zinco comprovada, mas não sustenta suplementação genérica para elevar testosterona.
Como pensar sobre isso
Antes de qualquer suplemento, a prioridade é confirmar o diagnóstico com exames adequados e investigar causas tratáveis (obesidade, apneia do sono, uso de opioides, problemas testiculares ou hipofisários). Reposição de testosterona é uma decisão médica que exige acompanhamento, não uma extensão natural de suplementos de venda livre.