Condição · revisão editorial

Depressão

A creatina foi estudada como complemento para sintomas depressivos, mas a meta-análise encontrou efeito médio pequeno, abaixo do limiar de importância clínica e com certeza muito baixa.

Revisado por equipe editorialAtualizado em 17 jul 2026

Visão geral

O que sabemos até aqui.

Depressão é uma condição tratável, mas heterogênea. Humor baixo, perda de interesse, alterações de sono e apetite, culpa, fadiga e dificuldade de concentração podem coexistir com ansiedade, dor, álcool, doenças clínicas e transtorno bipolar. Nenhum suplemento confirma diagnóstico ou substitui avaliação.

O que a meta-análise realmente encontrou

Onze ensaios randomizados, com 1.093 participantes, compararam creatina a placebo em pessoas com ou sem depressão. A estimativa agrupada correspondeu a cerca de 2,2 pontos na escala Hamilton de 17 itens, abaixo da diferença mínima de 3 pontos definida pelos autores. O intervalo de confiança incluiu ausência de efeito clinicamente relevante e a heterogeneidade foi substancial.

Por que isso muda a conclusão

Um resultado estatístico não basta para justificar tratamento. A certeza foi classificada como muito baixa, e os estudos diferiram em diagnóstico, dose, duração e tratamento concomitante. Não há demonstração de prevenção de recaída, redução de suicídio ou equivalência a psicoterapia e antidepressivos.

Uso responsável

Quem já está em tratamento não deve alterá-lo por conta própria. Antes de qualquer suplemento, é importante revisar bipolaridade, mania ou hipomania, medicamentos, função renal, gestação e lactação. Creatina pode seguir como tema de pesquisa complementar, não como solução para depressão.

Quando procurar ajuda

Procure ajuda profissional se os sintomas persistirem ou prejudicarem a rotina. Pensamentos de morte ou suicídio, plano de autoagressão, confusão, alucinações, agitação intensa ou incapacidade de manter a própria segurança exigem atendimento urgente.

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ATENÇÃO MÉDICA

Quando procurar ajuda.

Procure ajuda profissional se os sintomas persistirem por duas semanas ou mais, causarem prejuízo importante, vierem com uso crescente de álcool ou outras substâncias, ou se houver suspeita de transtorno bipolar. Procure atendimento urgente diante de pensamentos de morte ou suicídio, plano de se machucar, incapacidade de se manter em segurança, confusão, agitação intensa, alucinações ou comportamento muito fora do habitual.

Síntese de evidências

Fontes vinculadas.

Papel dos suplementos

Intervenções avaliadas para esta condição.

A conclusão pertence a cada par.

A força e a direção abaixo descrevem este suplemento especificamente para depressão. Benefício em outro objetivo não é transferido automaticamente para esta condição.

Além da conclusão, cada card informa a população, os desfechos e a duração estudados. Isso torna claro o que foi realmente testado — e o que ainda não foi demonstrado.

BaixaFavorável

Probióticos

Em transtorno depressivo maior, uma meta-análise recente reuniu 13 estudos e 710 participantes e encontrou efeito médio favorável para probióticos. A confiança permanece limitada porque cepas, combinações, duração e tratamentos concomitantes diferem, e o resultado não vale para qualquer produto comercial. A escala de sintomas não mede sozinha funcionamento, recaída ou suicídio. O achado é complementar e exige acompanhamento clínico.

O que foi estudado: Pessoas com transtorno depressivo maior incluídas em ensaios randomizados.

Como o resultado foi medido: Escalas validadas de sintomas depressivos.

Janela dos estudos: Variável entre os ensaios; em geral, semanas. Portanto, esta leitura descreve a média observada nesse período, não uma garantia de resposta individual ou de benefício de longo prazo.

Amostra
13 estudos, 710 participantes.
Dose estudada
Cepas, combinações e unidades formadoras de colônia variaram.
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BaixaMisto ou incerto

Vitamina D

Vitamina D foi estudada em pessoas com depressão, mas é essencial separar correção de deficiência de efeito antidepressivo. O resultado pode depender do nível basal, dose, população e uso de antidepressivo, e os ensaios não são uniformes. Corrigir deficiência pode ser importante para a saúde geral sem garantir remissão. A direção mista não autoriza usar vitamina D como substituta de tratamento indicado.

O que foi estudado: Pessoas diagnosticadas com depressão em ensaios randomizados.

Como o resultado foi medido: Escalas de sintomas depressivos.

Janela dos estudos: Variável entre estudos. Portanto, esta leitura descreve a média observada nesse período, não uma garantia de resposta individual ou de benefício de longo prazo.

Amostra
Meta-análise dose–resposta; tamanho e perfis variam entre ensaios.
Dose estudada
Protocolos variados; corrigir deficiência não define dose para sintomas depressivos.
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BaixaMisto ou incerto

Ômega-3

Ômega-3 foi testado em depressão, mas as sínteses recentes continuam controversas. Proporção de EPA e DHA, dose, duração, gravidade e uso concomitante de antidepressivo variaram, o que dificulta aplicar a média a um produto específico. Mesmo quando há redução em uma escala, isso não prova prevenção de recaída ou efeito para todas as pessoas. A relação é complementar e de baixa confiança.

O que foi estudado: Adultos com sintomas ou diagnóstico de depressão, em contextos clínicos variados.

Como o resultado foi medido: Escalas de sintomas depressivos.

Janela dos estudos: Geralmente semanas a poucos meses. Portanto, esta leitura descreve a média observada nesse período, não uma garantia de resposta individual ou de benefício de longo prazo.

Amostra
Meta-análise de ensaios randomizados; estudos e protocolos heterogêneos.
Dose estudada
Formulações de EPA e DHA variadas; não há equivalência automática entre produtos.
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Muito baixaMisto ou incerto

Creatina

Creatina foi estudada como complemento para sintomas depressivos, mas a meta-análise não apoia tratá-la como antidepressivo. Em 11 ensaios e 1.093 participantes, a estimativa agrupada foi SMD −0,34, equivalente a cerca de 2,2 pontos na escala Hamilton de 17 itens. Isso ficou abaixo da diferença mínima de importância clínica de 3 pontos usada pelos autores, e o intervalo incluiu ausência de benefício clinicamente relevante. A heterogeneidade foi substancial e a certeza, muito baixa. Não há evidência de prevenção de recaída, redução de suicídio ou equivalência a psicoterapia e medicamentos.

O que foi estudado: Pessoas com e sem depressão, em ensaios com diagnósticos, doses e tratamentos concomitantes variados.

Como o resultado foi medido: Escalas de sintomas depressivos; não inclui remissão sustentada ou suicídio como desfecho estabelecido.

Janela dos estudos: Semanas a poucos meses. Portanto, esta leitura descreve a média observada nesse período, não uma garantia de resposta individual ou de benefício de longo prazo.

Amostra
11 ensaios randomizados, 1.093 participantes.
Dose estudada
Protocolos variados; em geral, como complemento e não como monoterapia.
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Muito baixaMisto ou incerto

SAMe

Uma revisão Cochrane não encontrou evidência forte de diferença entre SAMe e placebo, nem entre SAMe e antidepressivos tricíclicos ou escitalopram, no tratamento de depressão maior em adultos — com qualidade de evidência baixa a muito baixa em todas as comparações. Houve um sinal favorável isolado quando SAMe foi usado como complemento a um ISRS, mas baseado em um único estudo pequeno.

O que foi estudado: Adultos com diagnóstico de depressão maior.

Como o resultado foi medido: Mudança nos sintomas depressivos do início ao fim do tratamento.

Janela dos estudos: Variável entre ensaios. Portanto, esta leitura descreve a média observada nesse período, não uma garantia de resposta individual ou de benefício de longo prazo.

Amostra
8 ensaios clínicos randomizados, 934 participantes.
Dose estudada
Formas oral e parenteral; doses variaram entre estudos.
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