Ficha científica

Colina

Colina é um nutriente essencial para membranas celulares, acetilcolina, metabolismo hepático e doação de grupos metil. É especialmente relevante em gestação, fígado, cognição e dietas com baixa ingestão de ovos/carnes.

Vitaminas e mineraisRevisão editorial: 22/07/2026

Visão geral

O que é e como funciona

Colina é um nutriente essencial presente em ovos, carnes, peixes, leguminosas e alguns vegetais. O organismo consegue produzir parte da necessidade, mas não o suficiente para todos, especialmente em fases de maior demanda.

Ela participa da formação de fosfatidilcolina e esfingomielina, da produção de acetilcolina e do metabolismo de metilação. Por isso, aparece em discussões sobre fígado, gestação, cognição, memória, homocisteína e saúde metabólica.

Mecanismo

Fornece grupos metil, compõe fosfolipídios de membrana, participa da síntese de acetilcolina e ajuda exportação hepática de gordura via VLDL.

Onde o sinal é mais claro

Mais relevante para adequação nutricional, gestação, lactação, fígado, cognição e dietas com baixa ingestão. Pode apoiar memória apenas quando o contexto nutricional justifica.

Limitações

Não é nootrópico garantido. Excesso pode causar odor corporal, desconforto e possível aumento de TMAO em algumas pessoas.

Protocolos de pesquisa

Formas, doses e duração

Estas faixas descrevem protocolos estudados; não são uma prescrição individual.

01

Forma estudada

Bitartarato de colina, fosfatidilcolina, lecitina, citicolina e Alpha-GPC. Cada forma tem perfil diferente.

02

Dose usual

Deve considerar ingestão alimentar e metas de adequação. O limite superior para adultos é relevante ao planejar doses altas.

03

Carregamento

Não se aplica.

04

Duração

Uso contínuo quando há objetivo de adequação nutricional; reavaliar conforme dieta e fase da vida.

Relação inversa

Condições e objetivos estudados

Esta matriz é preenchida automaticamente pelas análises publicadas em Condições. A força pertence a cada desfecho e nunca ao suplemento inteiro.

1avaliações visíveis

Condição ou objetivoDesfechoGrauEfeitoEvidência
Esteatose hepática2 desfechosEsteatose hepática (CAP)Em preparação304 vs 332 dB/m (p < 0,001)1 estudoParticipantes: 79
Enzimas hepáticas (ALT/AST)Em preparaçãoRedução significativa (p < 0,001 e p = 0,004)1 estudoParticipantes: 79

Um ensaio clínico randomizado encontrou melhora da esteatose, da fibrose hepática, de marcadores de estresse oxidativo, enzimas hepáticas e triglicerídeos com fosfatidilcolina por 12 semanas. É um resultado favorável, mas de um único estudo pequeno; ainda não há meta-análise consolidando múltiplos ensaios.

Dose: Fosfatidilcolina 2.400 mg/dia.Duração: 12 semanas.DOI: 10.1177/20406223251358659Ver análise completa

Uso responsável

Segurança e cautelas

Efeitos adversos

Doses altas podem causar odor de peixe, suor, náusea, vômitos, salivação, pressão baixa e desconforto gastrointestinal.

Interações

Cautela com medicamentos colinérgicos/anticolinérgicos, doença hepática, doença cardiovascular e suplementos que aumentam muito colina total.

Gestação e lactação

Nutriente importante na gestação, mas dose deve respeitar ingestão total e orientação profissional.

Quem exige cautela

Cautela em trimetilaminúria, risco cardiovascular alto, doença hepática e combinação de várias fontes de colina.

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ATENÇÃO MÉDICA

Quando procurar orientação

Procure orientação se estiver grávida, lactando, tiver doença hepática, odor corporal intenso, náusea persistente ou usar múltiplos nootrópicos colinérgicos.

Rastreabilidade

Fontes científicas

  1. Suplementação de colina em esteatose hepática não alcoólica — ensaio clínico randomizado 2025DOI: 10.1177/20406223251358659