Ficha científica

Óleo de melaleuca

Óleo de melaleuca, ou tea tree oil, é um óleo essencial tópico usado para acne, pé de atleta, caspa e micose. Não deve ser ingerido; pode causar irritação, alergia e intoxicação grave se tomado por via oral.

SuplementoRevisão editorial: 22/07/2026

Visão geral

O que é e como funciona

Óleo de melaleuca vem de Melaleuca alternifolia e é usado topicamente por seus compostos terpênicos. Ele é diferente de suplementos orais: sua aplicação é local, diluída e com cuidado de pele.

A evidência é limitada, mas há sinais de utilidade em acne e pé de atleta. Para micose de unha, dermatite, rosácea ou outras condições, a leitura precisa ser mais cautelosa. Ingestão oral é insegura.

Mecanismo

Terpenos como terpinen-4-ol podem ter ação antimicrobiana e anti-inflamatória local, dependendo da concentração e formulação.

Onde o sinal é mais claro

Estudado topicamente para acne, pé de atleta, caspa, blefarite por Demodex e micose, com evidência variável.

Limitações

Não substitui antifúngicos ou tratamentos dermatológicos quando há infecção importante. Pode irritar pele sensível.

Protocolos de pesquisa

Formas, doses e duração

Estas faixas descrevem protocolos estudados; não são uma prescrição individual.

01

Forma estudada

Óleo essencial, gel, shampoo, sabonete, cremes e soluções tópicas diluídas.

02

Dose usual

Uso tópico em concentração apropriada ao produto; óleo puro aumenta risco de irritação.

03

Carregamento

Não se aplica.

04

Duração

Dias a semanas conforme condição; interromper se irritar.

Relação inversa

Condições e objetivos estudados

Esta matriz é preenchida automaticamente pelas análises publicadas em Condições. A força pertence a cada desfecho e nunca ao suplemento inteiro.

2avaliações visíveis

Condição ou objetivoDesfechoGrauEfeitoEvidência
Candidíase vulvovaginal recorrente1 desfechoSintomas, cultura e eventos adversos locais.Muito baixaMisto ou incerto2 estudosParticipantes: Revisões de produtos naturais; ausência de base robusta de RCTs em CVVR.

Óleo de melaleuca tem atividade antifúngica experimental, mas isso não equivale a segurança ou eficácia intravaginal. A mucosa vulvovaginal é sensível, e óleos essenciais podem causar irritação, dermatite ou queimadura química. No Clareia, deve aparecer como experimental e cauteloso, não como recomendação de uso.

Dose: Formulações, diluição e via variam; uso vaginal direto exige cautela.Duração: Não definido de forma confiável.Natural products and alternative therapies for vulvovaginal candidiasis — reviewDOI: 10.3389/fcimb.2022.934353Ver análise completa
Micose de unha1 desfechoAparência da unha, carga fúngica e sintomas locais.Muito baixaMisto ou incerto6 estudosParticipantes: Estudos pequenos e revisões narrativas; sem meta-análise robusta demonstrando cura comparável a antifúngicos.

Óleo de melaleuca tem atividade antifúngica plausível e uso tópico histórico, mas a penetração na unha é limitada e os estudos clínicos em onicomicose são pequenos. Pode ser considerado apenas adjuvante experimental, nunca substituto de diagnóstico, desbridamento ou terapia antifúngica quando indicada. Também pode causar dermatite de contato.

Uso responsável

Segurança e cautelas

Efeitos adversos

Não ingerir. Pode causar dermatite de contato, ardor, vermelhidão, ressecamento e alergia. Ingestão pode causar confusão, ataxia e coma.

Interações

Evitar aplicar junto de muitos irritantes tópicos sem orientação. Cautela com pele lesionada e crianças.

Gestação e lactação

Uso tópico diluído pode ser considerado, mas evitar ingestão e uso extenso sem orientação.

Quem exige cautela

Não usar por via oral, em olhos, mucosas profundas, feridas extensas, crianças pequenas sem orientação ou em alergia conhecida.

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ATENÇÃO MÉDICA

Quando procurar orientação

Procure atendimento se houver ingestão acidental, reação alérgica, piora intensa da pele, inchaço, falta de ar ou irritação ocular.

Rastreabilidade

Fontes científicas

  1. Natural products and alternative therapies for vulvovaginal candidiasis — reviewNatural products and alternative therapies for vulvovaginal candidiasis — review
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