A TPM afeta cerca de metade das mulheres em idade reprodutiva, com sintomas físicos (inchaço, sensibilidade mamária, dor de cabeça) e psicológicos (irritabilidade, ansiedade, tristeza) que aparecem na fase lútea do ciclo e melhoram com a menstruação. Quando os sintomas psicológicos são graves e incapacitantes, o diagnóstico pode ser transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), que exige avaliação específica.
O que a revisão mais recente encontrou
Uma revisão sistemática de 2025 reuniu 31 ensaios clínicos randomizados com 3.254 participantes avaliando intervenções nutricionais para sintomas psicológicos da TPM. Vitamina B6, cálcio e zinco tiveram efeito positivo consistente. Já vitamina B1, vitamina D, carboidratos integrais, isoflavonas de soja, ácidos graxos, magnésio, multivitamínicos e dietas específicas para TPM não tiveram evidência suficiente. Um ponto importante: apenas 1 dos estudos incluídos tinha baixo risco de viés, o que limita a confiança nas conclusões.
Cálcio: a evidência mais antiga e consistente
Uma revisão sistemática anterior, de 2009, já apontava o cálcio como o único nutriente com evidência de boa qualidade para TPM, entre 62 ervas, vitaminas e minerais avaliados.
Como pensar sobre isso
Calcificar a expectativa é importante: mesmo os nutrientes com sinal mais consistente (cálcio e vitamina B6) vêm de estudos heterogêneos e majoritariamente com risco de viés não totalmente controlado. Sintomas graves, que atrapalham trabalho, relações ou vida diária, merecem avaliação clínica — TDPM tem tratamentos específicos com evidência mais robusta.