Olho seco é uma condição multifatorial em que a produção ou qualidade das lágrimas é insuficiente, causando ardência, sensação de areia, vermelhidão e visão embaçada intermitente. Colírios lubrificantes continuam sendo a primeira linha de tratamento, mas suplementos orais têm evidência de apoio.
Ômega-3: melhora múltiplos parâmetros objetivos e sintomas
Uma metanálise de 13 ensaios randomizados com 1.782 pacientes com olho seco não específico encontrou que a suplementação com ácidos graxos poli-insaturados melhorou significativamente o tempo de ruptura do filme lacrimal (TBUT), o teste de Schirmer, a osmolaridade lacrimal e o escore de sintomas (OSDI), comparado a placebo. No entanto, o efeito sobre o TBUT e os sintomas diminuiu com o tempo de tratamento, sendo mais evidente no curto prazo.
Suplemento combinado com vitamina D: evidência preliminar
Um ensaio randomizado único, controlado por placebo, com 59 participantes, testou um suplemento combinando luteína, zeaxantina, curcumina e vitamina D em pessoas com olho seco leve a moderado, encontrando melhora significativa em múltiplos parâmetros (teste de Schirmer, OSDI, TBUT e marcadores de inflamação). Como o produto testado combina vários ingredientes, não é possível atribuir o efeito à vitamina D isoladamente — essa é uma evidência preliminar de um único estudo, não uma metanálise.
Como pensar sobre isso
Ômega-3 tem a evidência mais robusta e consistente para olho seco, com melhora em múltiplos parâmetros objetivos e não apenas em sintomas percebidos, embora o benefício tenda a diminuir com o uso prolongado. A evidência de vitamina D vem de um único estudo com um produto combinado, o que a torna preliminar — vale tratá-la como promissora, não como comprovada isoladamente.