Condição · revisão editorial

Infecções respiratórias

Infecções respiratórias agudas (resfriados, gripes e quadros semelhantes) são a causa mais comum de afastamento do trabalho e da escola. Vitamina D reduziu o risco de pelo menos um episódio em metanálise de dados individuais com quase 11 mil participantes, com efeito bem mais forte em quem tinha deficiência. Probióticos também reduziram o risco e a duração dos episódios, segundo revisão Cochrane de 24 ensaios.

Revisado por equipe editorialAtualizado em 21 jul 2026

Visão geral

O que sabemos até aqui.

Infecções respiratórias agudas — resfriados, gripes e quadros semelhantes que afetam nariz, garganta e vias aéreas — são extremamente comuns e a principal causa de afastamento do trabalho e da escola. Vitamina D e probióticos têm evidência real de reduzir o risco de episódios, embora nenhum dos dois elimine o risco por completo.

Vitamina D: reduz o risco, com efeito maior em quem tem deficiência

Uma metanálise de dados individuais de participantes, reunindo 25 ensaios randomizados com 10.933 pessoas de 0 a 95 anos, encontrou que a suplementação de vitamina D reduziu significativamente o risco de pelo menos um episódio de infecção respiratória aguda. O efeito foi bem mais forte em quem usou doses diárias ou semanais (sem doses de choque mensais) e, especialmente, em quem tinha deficiência de vitamina D no início do estudo — nesse subgrupo, o risco caiu quase pela metade. Doses de choque (bolus) mensais ou trimestrais não mostraram proteção.

Probióticos: reduzem risco, duração e uso de antibióticos

Uma revisão Cochrane reunindo 24 ensaios randomizados encontrou que probióticos reduziram o risco de infecção respiratória aguda, a duração média dos episódios (quase 2 dias a menos) e o uso de antibióticos para tratar esses quadros, comparado a placebo.

Como pensar sobre isso

Vitamina D funciona melhor como reposição de uma deficiência real do que como “turbo” para quem já tem níveis adequados — vale considerar testar o nível sanguíneo antes de suplementar em dose alta, e evitar doses de choque esporádicas, que não mostraram benefício. Probióticos têm efeito mais modesto, mas consistente, especialmente em crianças. Nenhum dos dois substitui medidas básicas como higiene das mãos e vacinação quando indicada.

!

ATENÇÃO MÉDICA

Quando procurar ajuda.

Procure atendimento médico se houver falta de ar, dor no peito, febre alta persistente, ou piora após alguns dias de melhora aparente — podem indicar complicação (como pneumonia) que exige tratamento específico.

Síntese de evidências

Fontes vinculadas.

Papel dos suplementos

Intervenções avaliadas para esta condição.

A conclusão pertence a cada par.

A força e a direção abaixo descrevem este suplemento especificamente para infecções respiratórias. Benefício em outro objetivo não é transferido automaticamente para esta condição.

Além da conclusão, cada card informa a população, os desfechos e a duração estudados. Isso torna claro o que foi realmente testado — e o que ainda não foi demonstrado.

ModeradaFavorável

Probióticos

Uma revisão Cochrane reunindo 24 ensaios randomizados encontrou que probióticos reduziram o risco de infecção respiratória aguda, a duração média dos episódios e a prescrição de antibióticos para tratá-los, comparado a placebo.

O que foi estudado: Crianças e adultos saudáveis.

Como o resultado foi medido: Risco de infecção, duração dos episódios e uso de antibióticos.

Janela dos estudos: Variável entre estudos. Portanto, esta leitura descreve a média observada nesse período, não uma garantia de resposta individual ou de benefício de longo prazo.

Amostra
24 ensaios randomizados, 2.032 participantes na análise principal.
Dose estudada
Variável entre estudos; diferentes cepas de probióticos.
Ver ficha completa do suplemento
ModeradaFavorável

Vitamina D

Uma metanálise de dados individuais de participantes, reunindo 25 ensaios randomizados com 10.933 pessoas, encontrou que a vitamina D reduziu significativamente o risco de pelo menos um episódio de infecção respiratória aguda, com efeito mais forte em doses diárias/semanais sem bolus e em pessoas com deficiência de vitamina D.

O que foi estudado: Pessoas de 0 a 95 anos, com e sem deficiência de vitamina D.

Como o resultado foi medido: Proporção de participantes com pelo menos um episódio de infecção respiratória aguda.

Janela dos estudos: Variável entre estudos, de 7 semanas a 1,5 anos. Portanto, esta leitura descreve a média observada nesse período, não uma garantia de resposta individual ou de benefício de longo prazo.

Amostra
25 ensaios randomizados, 10.933 participantes.
Dose estudada
Doses diárias ou semanais mais eficazes que doses de choque (bolus) mensais/trimestrais.
Ver ficha completa do suplemento