Doença inflamatória intestinal (DII) é o termo guarda-chuva que reúne a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa — duas condições distintas, mas com mecanismos inflamatórios sobrepostos. Como o comportamento de cada suplemento pode variar bastante entre as duas doenças específicas, esta página resume o panorama geral; veja as páginas específicas de Crohn e retocolite ulcerativa para o detalhamento por subtipo.
Terapias direcionadas ao microbioma: sinal positivo no conjunto, mas variável por subtipo
Uma revisão-guarda-chuva reunindo 38 ensaios randomizados sobre terapias direcionadas ao microbioma (probióticos, prebióticos, simbióticos e transplante de microbiota fecal) em DII encontrou que apenas transplante de microbiota fecal e probióticos foram superiores a placebo em todos os desfechos avaliados no conjunto das doenças. Probióticos ficaram em segundo lugar (atrás do transplante) na redução da taxa de recaída clínica. Mas a eficácia variou bastante por subtipo: em retocolite ulcerativa, combinações específicas de probióticos mostraram benefício claro; já na doença de Crohn, nenhuma terapia de microbioma testada foi significativamente superior a placebo.
Vitamina D: corrige deficiência e reduz inflamação, sem confirmação de menos recaídas
Uma metanálise de 17 ensaios com 1.127 pacientes com DII (incluindo os dois subtipos) encontrou que a suplementação oral de vitamina D aumentou os níveis séricos da vitamina e reduziu a proteína C-reativa, mas não houve redução comprovada da taxa de recaída clínica no conjunto dos estudos. Como a deficiência de vitamina D é comum em DII (por má absorção e inflamação crônica), a reposição ainda faz sentido clínico, mesmo sem confirmação de efeito anti-recaída.
Como pensar sobre isso
O panorama geral de DII esconde diferenças importantes entre Crohn e retocolite ulcerativa — o mesmo suplemento pode ter respostas bem diferentes conforme o subtipo, por isso vale consultar a página específica da sua condição para uma leitura mais precisa. Vitamina D vale ser verificada e corrigida como rotina, dada a alta frequência de deficiência nessas condições.