Condição · revisão editorial

Doença inflamatória intestinal

Doença inflamatória intestinal (o termo guarda-chuva para Crohn e retocolite ulcerativa) tem sinais promissores para terapias que modulam o microbioma. Uma revisão-guarda-chuva de 38 ensaios encontrou que probióticos ficaram em segundo lugar (atrás de transplante de microbiota fecal) na redução de recaída clínica no conjunto das doenças. Vitamina D corrige a deficiência comum nessas condições e melhora marcadores inflamatórios, mas sem confirmação de redução de recaída.

Revisado por equipe editorialAtualizado em 17 jul 2026

Visão geral

O que sabemos até aqui.

Doença inflamatória intestinal (DII) é o termo guarda-chuva que reúne a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa — duas condições distintas, mas com mecanismos inflamatórios sobrepostos. Como o comportamento de cada suplemento pode variar bastante entre as duas doenças específicas, esta página resume o panorama geral; veja as páginas específicas de Crohn e retocolite ulcerativa para o detalhamento por subtipo.

Terapias direcionadas ao microbioma: sinal positivo no conjunto, mas variável por subtipo

Uma revisão-guarda-chuva reunindo 38 ensaios randomizados sobre terapias direcionadas ao microbioma (probióticos, prebióticos, simbióticos e transplante de microbiota fecal) em DII encontrou que apenas transplante de microbiota fecal e probióticos foram superiores a placebo em todos os desfechos avaliados no conjunto das doenças. Probióticos ficaram em segundo lugar (atrás do transplante) na redução da taxa de recaída clínica. Mas a eficácia variou bastante por subtipo: em retocolite ulcerativa, combinações específicas de probióticos mostraram benefício claro; já na doença de Crohn, nenhuma terapia de microbioma testada foi significativamente superior a placebo.

Vitamina D: corrige deficiência e reduz inflamação, sem confirmação de menos recaídas

Uma metanálise de 17 ensaios com 1.127 pacientes com DII (incluindo os dois subtipos) encontrou que a suplementação oral de vitamina D aumentou os níveis séricos da vitamina e reduziu a proteína C-reativa, mas não houve redução comprovada da taxa de recaída clínica no conjunto dos estudos. Como a deficiência de vitamina D é comum em DII (por má absorção e inflamação crônica), a reposição ainda faz sentido clínico, mesmo sem confirmação de efeito anti-recaída.

Como pensar sobre isso

O panorama geral de DII esconde diferenças importantes entre Crohn e retocolite ulcerativa — o mesmo suplemento pode ter respostas bem diferentes conforme o subtipo, por isso vale consultar a página específica da sua condição para uma leitura mais precisa. Vitamina D vale ser verificada e corrigida como rotina, dada a alta frequência de deficiência nessas condições.

!

ATENÇÃO MÉDICA

Quando procurar ajuda.

Doença inflamatória intestinal exige acompanhamento com gastroenterologista e tratamento medicamentoso específico para o seu subtipo — suplementos são, no máximo, terapia adjuvante. Procure atendimento urgente se houver sangramento intenso, febre, dor abdominal intensa ou sinais de obstrução ou megacólon tóxico.

Síntese de evidências

Fontes vinculadas.

Papel dos suplementos

Intervenções avaliadas para esta condição.

A conclusão pertence a cada par.

A força e a direção abaixo descrevem este suplemento especificamente para doença inflamatória intestinal. Benefício em outro objetivo não é transferido automaticamente para esta condição.

Além da conclusão, cada card informa a população, os desfechos e a duração estudados. Isso torna claro o que foi realmente testado — e o que ainda não foi demonstrado.

BaixaMisto ou incerto

Probióticos

Uma revisão-guarda-chuva de 38 ensaios sobre terapias direcionadas ao microbioma em doença inflamatória intestinal encontrou que probióticos foram superiores a placebo em todos os desfechos avaliados no conjunto das doenças, ficando em segundo lugar (atrás de transplante de microbiota fecal) na redução de recaída clínica. Porém, a eficácia variou muito por subtipo: benefício claro em retocolite ulcerativa, mas nenhuma terapia de microbioma testada foi significativamente superior a placebo especificamente na doença de Crohn.

O que foi estudado: Adultos com doença inflamatória intestinal, incluindo doença de Crohn e retocolite ulcerativa.

Como o resultado foi medido: Resposta clínica, remissão clínica e endoscópica, e taxa de recaída.

Janela dos estudos: Variável entre estudos. Portanto, esta leitura descreve a média observada nesse período, não uma garantia de resposta individual ou de benefício de longo prazo.

Amostra
38 ensaios randomizados reunidos na revisão-guarda-chuva.
Dose estudada
Variável conforme cepa e produto probiótico.
Ver ficha completa do suplemento
BaixaMisto ou incerto

Vitamina D

Uma metanálise de 17 ensaios com 1.127 pacientes com doença inflamatória intestinal encontrou que a suplementação oral de vitamina D aumentou os níveis séricos e reduziu a proteína C-reativa, mas não houve redução comprovada da taxa de recaída clínica no conjunto dos estudos — mesmo assim, a reposição costuma fazer sentido clínico pela alta frequência de deficiência nessas condições.

O que foi estudado: Pacientes com doença inflamatória intestinal, incluindo Crohn e retocolite ulcerativa.

Como o resultado foi medido: Níveis séricos de vitamina D, proteína C-reativa e taxa de recaída.

Janela dos estudos: Variável entre estudos. Portanto, esta leitura descreve a média observada nesse período, não uma garantia de resposta individual ou de benefício de longo prazo.

Amostra
17 ensaios randomizados, 1.127 pacientes.
Dose estudada
Variável entre estudos.
Ver ficha completa do suplemento