Dor crônica (com mais de 3 meses de duração) é um sintoma amplo que pode ter origem em condições muito diferentes — desde artrite reumatoide até fibromialgia, enxaqueca ou dor musculoesquelética inespecífica. Por isso, a resposta a suplementos tende a variar conforme a causa de base.
Ômega-3: redução moderada da intensidade da dor, mas não em todas as condições
Uma metanálise de 41 ensaios randomizados com 3.759 participantes encontrou uma redução moderada e estatisticamente significativa da intensidade da dor com suplementação de ômega-3, com efeito que cresceu ao longo do tempo — perceptível em 1 mês e maior em 6 meses. Doses mais baixas (até 1,35 g/dia) foram mais eficazes do que doses mais altas. O benefício foi significativo para artrite reumatoide, enxaqueca e outras condições de dor crônica mista, mas não para osteoartrite ou mastalgia — um lembrete de que “dor crônica” engloba causas muito diferentes, com respostas diferentes ao mesmo suplemento.
Vitamina D: melhora o impacto da fibromialgia, mas não a dor medida diretamente
Uma metanálise de 5 ensaios randomizados com 315 pacientes com fibromialgia encontrou que a vitamina D reduziu significativamente o escore do Questionário de Impacto da Fibromialgia (que avalia função e qualidade de vida), mas não houve diferença estatisticamente significativa na dor medida pela escala visual analógica em comparação com placebo.
Como pensar sobre isso
Dor crônica não é uma condição única, e a resposta a suplementos depende muito da causa de base — por isso vale buscar diagnóstico específico sempre que possível. Ômega-3 tem o sinal mais consistente entre os dois, mas mesmo assim com variação conforme a condição. Vitamina D pode ajudar no impacto funcional da fibromialgia sem necessariamente reduzir a dor em si, o que é uma distinção importante para gerenciar expectativas.