Artrite reumatoide é uma doença autoimune que causa inflamação crônica das articulações, tratada com medicação específica (imunossupressores, biológicos, entre outros) — suplementos não substituem esse tratamento, mas alguns têm evidência de apoio.
Vitamina D: reduz dor e escore de atividade da doença
Uma metanálise dose-resposta de 11 ensaios com 3.049 pacientes encontrou que a suplementação de vitamina D reduziu significativamente a dor (escala visual analógica) e os escores de atividade da doença (DAS28-PCR e DAS28-VHS), embora não tenha reduzido significativamente marcadores inflamatórios isolados (PCR, VHS) ou o questionário de capacidade funcional. Doses mais altas (acima de 100 mcg/dia) tiveram efeito maior sobre a proteína C-reativa do que doses menores.
Ômega-3: efeito pequeno, em grande parte não significativo
Uma metanálise de 23 ensaios controlados por placebo encontrou que ômega-3 teve um efeito pequeno na redução de dor e na contagem de articulações doloridas e inchadas, mas a maioria dos resultados não atingiu significância estatística, e a certeza da evidência foi classificada como muito baixa a baixa. Os autores concluem que o ômega-3 pode ter benefício clínico limitado na artrite reumatoide, e que relatos anteriores de redução no uso de anti-inflamatórios podem ter sido enviesados por cegamento inadequado dos estudos.
Como pensar sobre isso
Vitamina D tem o sinal mais consistente entre os dois, especialmente para dor e atividade da doença — e vale checar e corrigir a deficiência, que é comum em artrite reumatoide. Ômega-3 tem plausibilidade biológica (efeito anti-inflamatório) mas a evidência direta na artrite reumatoide é fraca; isso não significa que ômega-3 seja inútil para outras finalidades, apenas que o efeito específico aqui é pequeno e incerto. Nenhum dos dois substitui o tratamento medicamentoso prescrito pelo reumatologista.