Ficha científica

DHEA

DHEA é um pró-hormônio, não um suplemento comum. Pode alterar andrógenos e estrogênios, afetar humor, acne, pelos, HDL e condições hormônio-sensíveis. Deve ser tratado como intervenção médica, não produto genérico de energia ou antienvelhecimento.

Saúde hormonalRevisão editorial: 22/07/2026

Visão geral

O que é e como funciona

DHEA, ou dehidroepiandrosterona, é um hormônio produzido pelas adrenais e precursor de andrógenos e estrogênios. Em suplementos, é promovido para energia, libido, envelhecimento, composição corporal e humor.

Por atuar em vias hormonais, DHEA exige cautela. A pergunta principal não é se “aumenta hormônios”, mas se há indicação, dose, monitoramento e segurança para a pessoa específica.

Mecanismo

Serve como precursor hormonal e pode aumentar andrógenos e estrogênios, com efeitos sistêmicos em pele, humor, metabolismo e tecidos hormônio-sensíveis.

Onde o sinal é mais claro

Estudado em insuficiência adrenal, alguns sintomas sexuais, humor, envelhecimento e composição corporal, com evidência variável.

Limitações

Não há base para uso antienvelhecimento amplo. Pode piorar acne, queda de cabelo, irritabilidade, mania, HDL baixo e condições hormônio-sensíveis.

Protocolos de pesquisa

Formas, doses e duração

Estas faixas descrevem protocolos estudados; não são uma prescrição individual.

01

Forma estudada

Cápsulas, comprimidos e formulações manipuladas; dose e pureza variam.

02

Dose usual

Deve ser individualizada por exames e objetivo clínico; evitar automedicação.

03

Carregamento

Não se aplica.

04

Duração

Semanas a meses com monitoramento, quando indicado.

Relação inversa

Condições e objetivos estudados

Esta matriz é preenchida automaticamente pelas análises publicadas em Condições. A força pertence a cada desfecho e nunca ao suplemento inteiro.

1avaliações visíveis

Condição ou objetivoDesfechoGrauEfeitoEvidência
Infertilidade feminina1 desfechoContagem de folículos antrais, FSH basal, dose de gonadotrofina, aborto espontâneo, oócitos coletados, gravidez clínica e nascido vivo.BaixaMisto ou incerto1 estudoParticipantes: 32 estudos (14 ensaios randomizados); subgrupo de ECRs com até 418 participantes por desfecho.

Em ensaios clínicos randomizados, a DHEA melhorou marcadores de resposta ovariana (contagem de folículos antrais, FSH basal, dose de gonadotrofina necessária) e reduziu a taxa de aborto espontâneo em mulheres com reserva ovariana diminuída. Porém, não houve diferença significativa no número de oócitos coletados, embriões transferidos ou nas taxas de gravidez clínica e nascido vivo — os desfechos que mais importam para quem está tentando engravidar.

Dose: Variável entre estudos; protocolos comuns usam cerca de 75 mg/dia por 6 a 8 semanas antes da estimulação.Duração: Pelo menos 6 a 8 semanas de pré-tratamento.DOI: 10.3389/fendo.2023.1156280Ver análise completa

Uso responsável

Segurança e cautelas

Efeitos adversos

Pode causar acne, oleosidade, crescimento de pelos, alterações de humor, insônia, redução de HDL e efeitos hormonais.

Interações

Cautela com terapia hormonal, antidepressivos, anticoagulantes, antidiabéticos e tratamentos oncológicos.

Gestação e lactação

Não usar na gestação ou lactação.

Quem exige cautela

Evitar em câncer de mama/próstata/ovário, endometriose, SOP sem acompanhamento, doença hepática, transtorno bipolar, cardiopatia e adolescentes.

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ATENÇÃO MÉDICA

Quando procurar orientação

Procure orientação antes de usar. Suspenda e avalie se houver palpitações, mania/irritabilidade intensa, sangramento, dor mamária, acne grave ou sintomas hormonais novos.

Rastreabilidade

Fontes científicas

  1. DHEA em mulheres com resposta ovariana pobre submetidas a FIV/ICSI — meta-análise 2023DOI: 10.3389/fendo.2023.1156280