Infecções respiratórias agudas — resfriados, gripes e quadros semelhantes que afetam nariz, garganta e vias aéreas — são extremamente comuns e a principal causa de afastamento do trabalho e da escola. Vitamina D e probióticos têm evidência real de reduzir o risco de episódios, embora nenhum dos dois elimine o risco por completo.
Vitamina D: reduz o risco, com efeito maior em quem tem deficiência
Uma metanálise de dados individuais de participantes, reunindo 25 ensaios randomizados com 10.933 pessoas de 0 a 95 anos, encontrou que a suplementação de vitamina D reduziu significativamente o risco de pelo menos um episódio de infecção respiratória aguda. O efeito foi bem mais forte em quem usou doses diárias ou semanais (sem doses de choque mensais) e, especialmente, em quem tinha deficiência de vitamina D no início do estudo — nesse subgrupo, o risco caiu quase pela metade. Doses de choque (bolus) mensais ou trimestrais não mostraram proteção.
Probióticos: reduzem risco, duração e uso de antibióticos
Uma revisão Cochrane reunindo 24 ensaios randomizados encontrou que probióticos reduziram o risco de infecção respiratória aguda, a duração média dos episódios (quase 2 dias a menos) e o uso de antibióticos para tratar esses quadros, comparado a placebo.
Como pensar sobre isso
Vitamina D funciona melhor como reposição de uma deficiência real do que como “turbo” para quem já tem níveis adequados — vale considerar testar o nível sanguíneo antes de suplementar em dose alta, e evitar doses de choque esporádicas, que não mostraram benefício. Probióticos têm efeito mais modesto, mas consistente, especialmente em crianças. Nenhum dos dois substitui medidas básicas como higiene das mãos e vacinação quando indicada.