Sinusite é mais precisamente rinossinusite: inflamação da mucosa do nariz e dos seios paranasais. Pode ser aguda, geralmente após infecção viral, ou crônica quando sintomas persistem por 12 semanas ou mais. Os sintomas típicos são obstrução nasal, secreção anterior ou gotejamento pós-nasal, redução do olfato e dor ou pressão facial.
Nem toda sinusite é infecção bacteriana
Boa parte dos quadros agudos é viral e autolimitada. Já a rinossinusite crônica é uma doença inflamatória heterogênea: envolve barreira epitelial, microbioma nasal, alergia, asma, pólipos, biofilmes, refluxo, ambiente e diferentes padrões imunológicos. Por isso, tratar como “infecção persistente” pode levar a antibiótico desnecessário e pouca melhora sustentada.
O que vem antes dos suplementos
Irrigação nasal com solução salina é uma das medidas mais úteis e seguras para remover muco, alérgenos e irritantes, além de melhorar função mucociliar. Controle de mofo, poeira, fumaça, poluição interna, rinite alérgica, asma e refluxo costuma ter mais impacto que qualquer cápsula. Em casos crônicos, endoscopia ou tomografia podem ser necessárias para confirmar inflamação e orientar tratamento.
Onde suplementos podem entrar
N-acetilcisteína pode ser considerada quando o problema envolve secreção espessa e muco, embora a evidência específica em rinossinusite seja limitada. Vitamina D, vitamina C, zinco e selênio entram como correção de lacunas imunonutricionais, não como “cura” da sinusite. Quercetina, ômega-3 e polifenóis têm racional anti-inflamatório/anti-alérgico, mas não substituem corticoide nasal, anti-histamínico ou avaliação médica quando indicados.
Microbiota e alergia
Probióticos, prebióticos e simbióticos podem modular imunidade de mucosas e inflamação de baixo grau, mas a evidência para rinossinusite crônica ainda é mais indireta do que definitiva. A resposta depende de cepa, dose, dieta e fenótipo do paciente. Eles fazem mais sentido como suporte intestinal/imune do que como tratamento direto para seios da face.
Como usar esta seção
As intervenções abaixo avaliam suporte a muco, imunidade, inflamação, alergia e recorrência. A conclusão deve ser lida por tipo de quadro: agudo viral, suspeita bacteriana, rinossinusite crônica com ou sem pólipos, rinite alérgica, asma associada ou refluxo. Dor facial isolada também pode ser cefaleia, neuralgia ou problema dentário.