Gripe (influenza) é uma infecção viral respiratória que costuma causar sintomas mais intensos e súbitos do que um resfriado comum — febre alta, dores musculares importantes, prostração — e tem maior potencial de complicações, especialmente em grupos de risco. A vacinação anual continua sendo a estratégia de prevenção mais eficaz, mas alguns suplementos têm evidência de apoio complementar.
Vitamina D: reduziu gripe A confirmada em escolares
Um ensaio randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, com 334 escolares japoneses, testou 1200 UI/dia de vitamina D3 por 4 meses durante o inverno. A incidência de gripe A confirmada por teste laboratorial foi de 10,8% no grupo vitamina D contra 18,6% no grupo placebo — uma redução relativa de 42%. É um resultado de um único ensaio, ainda que bem desenhado, então vale certa cautela antes de generalizar para outras populações.
Probióticos: reduzem infecções respiratórias agudas em geral
Uma revisão Cochrane reunindo 24 ensaios encontrou que probióticos reduziram o risco de infecções respiratórias agudas em geral (que incluem quadros gripais, mas não são exclusivos de gripe confirmada laboratorialmente) e a duração média dos episódios. Vale a ressalva de que a maioria desses ensaios não distinguiu gripe verdadeira de outros vírus respiratórios.
Como pensar sobre isso
Vitamina D tem um resultado específico e interessante para gripe, mas vindo de um único ensaio em uma população específica (escolares) — promissor, não definitivo. Probióticos têm evidência mais ampla para infecções respiratórias em geral, mas menos específica para gripe propriamente dita. Nenhum dos dois substitui a vacina anual contra influenza, que continua sendo a intervenção mais estudada e eficaz para prevenção específica.