Condição · revisão editorial

Gripe

Gripe (influenza) tem sintomas mais intensos que um resfriado comum e maior potencial de complicações. Vitamina D reduziu pela metade a incidência de gripe A confirmada laboratorialmente em um ensaio com escolares japoneses. Probióticos reduziram o risco de infecções respiratórias agudas em geral, incluindo quadros gripais, segundo revisão Cochrane de 24 ensaios.

Revisado por equipe editorialAtualizado em 23 jul 2026

Visão geral

O que sabemos até aqui.

Gripe (influenza) é uma infecção viral respiratória que costuma causar sintomas mais intensos e súbitos do que um resfriado comum — febre alta, dores musculares importantes, prostração — e tem maior potencial de complicações, especialmente em grupos de risco. A vacinação anual continua sendo a estratégia de prevenção mais eficaz, mas alguns suplementos têm evidência de apoio complementar.

Vitamina D: reduziu gripe A confirmada em escolares

Um ensaio randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, com 334 escolares japoneses, testou 1200 UI/dia de vitamina D3 por 4 meses durante o inverno. A incidência de gripe A confirmada por teste laboratorial foi de 10,8% no grupo vitamina D contra 18,6% no grupo placebo — uma redução relativa de 42%. É um resultado de um único ensaio, ainda que bem desenhado, então vale certa cautela antes de generalizar para outras populações.

Probióticos: reduzem infecções respiratórias agudas em geral

Uma revisão Cochrane reunindo 24 ensaios encontrou que probióticos reduziram o risco de infecções respiratórias agudas em geral (que incluem quadros gripais, mas não são exclusivos de gripe confirmada laboratorialmente) e a duração média dos episódios. Vale a ressalva de que a maioria desses ensaios não distinguiu gripe verdadeira de outros vírus respiratórios.

Como pensar sobre isso

Vitamina D tem um resultado específico e interessante para gripe, mas vindo de um único ensaio em uma população específica (escolares) — promissor, não definitivo. Probióticos têm evidência mais ampla para infecções respiratórias em geral, mas menos específica para gripe propriamente dita. Nenhum dos dois substitui a vacina anual contra influenza, que continua sendo a intervenção mais estudada e eficaz para prevenção específica.

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ATENÇÃO MÉDICA

Quando procurar ajuda.

A vacinação anual contra influenza continua sendo a medida de prevenção mais eficaz, especialmente para grupos de risco (idosos, gestantes, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas). Procure atendimento médico se houver falta de ar, dor no peito, confusão mental, ou sintomas que melhoram e depois pioram repentinamente.

Síntese de evidências

Fontes vinculadas.

Papel dos suplementos

Intervenções avaliadas para esta condição.

A conclusão pertence a cada par.

A força e a direção abaixo descrevem este suplemento especificamente para gripe. Benefício em outro objetivo não é transferido automaticamente para esta condição.

Além da conclusão, cada card informa a população, os desfechos e a duração estudados. Isso torna claro o que foi realmente testado — e o que ainda não foi demonstrado.

BaixaFavorável

Probióticos

Uma revisão Cochrane reunindo 24 ensaios encontrou que probióticos reduziram o risco de infecções respiratórias agudas em geral e a duração média dos episódios, embora a maioria dos ensaios não tenha distinguido gripe confirmada de outros vírus respiratórios.

O que foi estudado: Crianças e adultos saudáveis.

Como o resultado foi medido: Risco e duração de infecções respiratórias agudas (não específico para gripe confirmada).

Janela dos estudos: Variável entre estudos. Portanto, esta leitura descreve a média observada nesse período, não uma garantia de resposta individual ou de benefício de longo prazo.

Amostra
24 ensaios randomizados, 2.032 participantes na análise principal.
Dose estudada
Variável entre estudos.
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BaixaFavorável

Vitamina D

Um ensaio randomizado, duplo-cego, com 334 escolares japoneses testou 1200 UI/dia de vitamina D3 por 4 meses e encontrou redução significativa na incidência de gripe A confirmada laboratorialmente, comparado a placebo. Resultado de um único ensaio, ainda que bem desenhado.

O que foi estudado: Escolares japoneses (6-15 anos), durante o inverno.

Como o resultado foi medido: Incidência de gripe A confirmada por teste laboratorial.

Janela dos estudos: 4 meses (dezembro a março). Portanto, esta leitura descreve a média observada nesse período, não uma garantia de resposta individual ou de benefício de longo prazo.

Amostra
1 ensaio randomizado, 334 participantes.
Dose estudada
1200 UI/dia de vitamina D3.
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