Alergias envolvem uma resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias normalmente inofensivas (pólen, ácaros, alimentos, entre outras), causando sintomas que vão de coceira e espirros a quadros mais sérios. Probióticos têm a evidência mais robusta para prevenção em bebês; quercetina é promissora, mas com evidência ainda inicial.
Probióticos: reduzem o risco de eczema em bebês
Uma metanálise reunindo estudos com suplementação de probióticos em gestantes e/ou bebês encontrou redução significativa no risco de eczema (RR 0,78), com efeito maior em misturas de múltiplas cepas de probióticos (RR 0,54) comparado a cepas isoladas. O eczema é frequentemente o primeiro passo de uma sequência de condições alérgicas na infância (a chamada “marcha atópica”), o que torna essa prevenção precoce relevante.
Quercetina: evidência preliminar para sintomas alérgicos
Um ensaio randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, com 66 participantes com sintomas alérgicos sazonais (polinose), testou 200 mg/dia de quercetina em uma formulação de maior biodisponibilidade por 4 semanas. Houve melhora significativa em múltiplos sintomas alérgicos — coceira nos olhos, espirros, coriza e qualidade do sono — comparado a placebo. É um resultado promissor, mas de um único ensaio pequeno, que ainda precisa de confirmação em estudos maiores.
Como pensar sobre isso
Probióticos têm o caso mais forte, especialmente para prevenção de eczema em bebês — vale considerar durante gestação e primeira infância, principalmente se houver histórico familiar de alergias. Quercetina é interessante e tem mecanismo plausível (estabilização de mastócitos, efeito anti-histamínico natural), mas a evidência ainda vem de um único estudo pequeno, então é razoável experimentar com expectativas moderadas, não como substituto de tratamento já estabelecido para alergias significativas.